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Mostrando postagens de Julho, 2011

BICICLETAS POR TUDO

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Sabe quando você começa a pensar numa coisa e coincidências relacionadas a ela vão aparecendo? E aí você nunca sabe se aquilo tudo sempre esteve ali e você não percebia ou se de fato começaram a acontecer junto com sua descoberta. Pois bem, é isto que está ocorrendo comigo em relação à bicicleta. Após usar e me encantar por este meio de transporte na viagem que fiz à Londres e Paris (ambas as cidades possuem um sistema com o qual você pode alugar uma bicicleta a um preço irrisório e devolvê-la em qualquer parte onde aja um posto destes), voltei para São Paulo perplexo de como uma forma tão inteligente de deslocamento não é devidamente aproveitada no nosso país, especialmente em cidades com trânsito tão caótico como São Paulo. Com certa indignação, publiquei estas frases no meu Twitter @danieldenardi : - O ciclista deveria ser venerado pelos motoristas e não desrespeitado. Ele é a solução e não o problema do trânsito. - O ciclista ainda é visto como o estorvo do trânsito. No entanto, boa …

SEM PRESSA

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Não espere algum significado epifânico para este título porque não há, nem sei porque o escolhi, este texto mesmo está longe de tê-lo. Deixo-o de lado se é isto que está buscando. Deu vontade de escrever e não vou deixar passar. Vontade de escrever não é algo que aparece sempre, nem mesmo para os mais treinados e já que surgiu vou aproveitá-la. No avião, voltando para o Brasil, depois de uma viagem inesquecível para o Valle Nevado. Não pretendo fazer um diário de bordo, muita gente já faz isso bastante bem e eu particularmente acho um pouco chato. Vou jogar aqui uns acontecimentos e outras inutilidades, se estiver bom...

A FLIP DE valter hugo mãe

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Voltei domingo da FLIP, nem consegui escrever sobre o que meu amigo Walter (este com W e maiúsculo) chamou de Disneylândia da intelectualidade e estou agora em Santiago aguardando o sono chegar pois amanhã terei um longo dia de snowboard. Os intelectuais de plantão podem dizer que escrever sobre uma viagem de ski é algo burguês demais para ser literário. Estou obrando para eles. Enfim, meu objetivo agora é falar um pouco sobre a FLIP, mas antes quero compartilhar um insight sobre viagens que me veio agora. Quando eu lia os contos do Bolaño eu ficava com uma certa  inveja das tantas viagens que ele descrevia, emendando uma na outra, pulando de um país para o outro colhendo experiências e levando-as para a literatura. Eu pensava “como esse falido (não no sentido pejorativo, basta você ler um conto dele para saber que ele não tinha dinheiro mesmo) consegue viajar tanto?” Aí comecei a lembrar que ele sempre se hospedava na casa de algum amigo. Talvez esteja aí a chave para se viajar bastan…

NO FINAL, O QUE SOBRA DE NÓS?

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Quando morei em Nova York, principalmente no início, eu passava muito tempo sozinho. Calma, isto não é para ser uma história triste, pelo contrário, eu gostava daquela solidão. Foi dentro dela que comecei a me afastar de alguns hábitos indesejáveis e a me disciplinar em outros que sempre quis manter constância. Com o tempo, fui percebendo que o que de fato somos, somos quando estamos sozinhos. Pois assim, com o mínimo de interferência de fatores condicionadores das nossas ações como amigos, familiares e sociedade em que vivíamos, podemos ser quem definitivamente queremos ser. Pois estes condicionadores fazem com que ajamos muitas vezes em desacordo com o que verdadeiramente queremos.