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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Quando o silêncio fala!

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Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.

23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse, e foi assim.






O legado da Barba Ensopada de Sangue

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Um dia tive uma longa discussão com meu professor sobre o valor de um legado. Marne sabia, mesmo sem eu ter dito* *ele sempre sabia coisas sobre as pessoas sem elas dizerem. Questionava-me se aquela paranormalidade nascera com ele ou se foi desenvolvida pela literatura. da minha admiração por empresários que deixaram grandes obras para a humanidade. Então Daniel, me fala um grande industrial brasileiro do século XIX? Matarazzo. Fala outro. Agora não lembro. Pois, eu te digo agora pelo menos cinco escritores que ficaram para a história. O valor de um escritor para a identidade e força de um país é incomensurável. Na hora eu não concordei plenamente com o argumento, mas guardei. Foi em Budapeste, quando me perguntei sobre a razão de estar visitando um lugar tão distante, com tantas outras opções aparentemente melhores, que a voz do Marne voltou a ecoar no meu subconsciente. Pois eu estava lá por causa de um escritor. Meu desejo de conhecer a Hungria foi despertado pelos livros de San…

VIDA DE ARTISTA DE HENRY JAMES

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Henry James era um sujeito fascinado pela arte. Procurava seus personagens em ateliers, vernissages e nas conversas com outros artistas. Escreveu muito sobre a relação entre a arte e a vida. Esse livro é uma coleção de quatro contos que tratam desse assunto. Indicado a todos aqueles que também apreciam as artes plásticas e o fascinante mundo dos seus realizadores. 
Me chamou a atenção uma passagem na qual James parece dar um recado aos menininhos do nosso tempo que adoram exibir, o tempo todo, fotos pessoais. O personagem é um ancião, self made man, patriarca de uma grande família e que só se deixa ser retratado no final da vida. 
“Sustentava que um cavalheiro deveria ser pintado uma única vez na vida e que era uma demonstração de avidez e de presunção ter quadros seus espalhados por toda parte. Isso era apropriado para as mulheres, que proporcionavam um belo padrão para adornar paredes, mas o rosto masculino não se prestava à decoração repetitiva.”

COISAS FRANCESAS

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Quando pisei pela primeira vez em solo parisiense tive uma certeza - se existe vidas passadas, eu já morei aqui. Surpreendeu-me a afinidade que eu tinha com a cidade, sentia-me em casa, como poucas vezes havia sentido. Ao assistir o filme O Amor que se passa inteiramente num apartamento de Paris, comecei a notar mais elementos franceses que sempre me fascinaram, alguns sem eu nem lembrar que vinham de lá.


AMO - A língua francesa, insuperável em sua doçura e sofisticação, a arte e os movimentos nascidos nos cafés de Saint Germain des pres que depois influenciaram o mundo todo. O ritmo do cinema francês me encanta. Aprecio os escritores franceses e seu estilo, Flaubert, Proust, até Joyce que não é francês, mas morou lá muito tempo e só conseguiu ser publicado em Paris. Gregoire Bouillier um francês adotado. Adoro as capas do livros franceses, a Gallimard e suas capas brancas de papel leve. A prensa francesa sempre foi minha favorita no Starbucks. Até a arrogância dos franceses eu entend…