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Mostrando postagens de Agosto, 2014

OS BRASILEIROS SÃO MUITO MAIS RICOS QUE OS AMERICANOS

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Este texto do Alexandre Garcia tem mais de 10 anos, mas nunca foi tão atual e a contar pela lógica dele estamos depois desse tempo cada vez mais ricos que os ianques. 





Um amigo acaba de me mandar o resultado de uma comparação entre nós e os americanos. Uma discussão em que um ianque prova, pela ciência exata da matemática, que os brasileiros são mais ricos do que os americanos. Segue a carta: “Caros amigos brasileiros e ‘ricaços’" Vocês brasileiros pagam o dobro do que os americanos pagam pela água que

UMA ESTRANHA OBSESSÃO

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Obsessão que num certo nível é considerada doença grave para a psicologia, para mim é uma das maiores virtudes humanas. O que seria da humanidade sem os obsessivos? Quantas descobertas deixaríamos para trás? Quantas realizações não se concretizariam porque desistiu-se no meio? A obsessão é o que pode tirar-nos da mediocridade. Sem ela, ficamos na média, como a maioria.

Fico imaginando o que deveria ser sentar ao lado de Goran Kropp e ouvir suas histórias. Quando tinha 28 anos, Goran saiu de Estocolmo, sozinho, com uma bicicleta que ele projetara e que pesava 108kg e pedalou mais de 13000km até Katmandu no Nepal. Chegou lá e sem ajuda de xerpas, sem oxigênio e sem apoio de ninguém, escalou o Everest. Depois voltou pedalando.

O que passa na cabeça de um Goran que não o deixa desistir jamais?

Na minha opinião, obsessivos querem marcar a história, querem ficar, morrer e jamais serem esquecidos.



AS MÁSCARAS

Eu era apaixonada pelos dois.

O Leão era aventureiro e meio filósofo. Ele me falava dos lugares que ia e também das máscaras africanas que fascinavam os pensadores. O Picasso tinha uma coleção delas e pintou-as em vários quadros, inclusive no Les mademoiselle d'avignon. O Freud também era extasiado por isso, surpreendia-se como desde a antiguidade o ser humano criava máscaras como um disfarce para aquilo que realmente queria ser ou sentir.

O Crocodilo era mais pé no chão.

Era difícil decidir, então eles fizeram isso por mim. Enfrentaram-se num dia frio de outono. Fiquei comovida com aqueles dois animais enormes brigando pela exclusividade do meu amor. Só que briga de bicho grande não tem ataque. Eles sabem que se se agredirem um pode morrer e outro ficar bem ferido. Então se enfrentaram só no olhar. Mas foi mais forte que com o contato físico. O Crocodilo venceu. O Leão se afastou.

Fiquei muito tempo sem vê-lo, mas coração de Leão é mole. Um dia ele me avistou e veio falar comigo.…

NO AR RAREFEITO, XERPAS E IAQUES

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Acabei de ler o renomado livro de Jon Krakauer, No ar rarefeito. O interessante do livro, não é apenas seu relato da trágica temporada de 1996, mas como ele utilizou a trama para contar toda a história do Everest desde que foi identificado pelo procurador-geral da Coroa Britânica na Índia, Sir George Everest em 1856.

Não vou me deter nas inúmeras façanhas retratadas no livro, mas homenagear importantes representantes daquela área e sem os quais nenhuma expedição seria possível - xerpas e iaques.


QUAL O SENTIDO DA ARTE?

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Há algumas décadas a Arte precisava levantar bandeiras ideológicas e acordar observadores para tendências e crueldades que, muitas vezes, eram camufladas por uma mídia tendenciosa e imparcial. Mas no século XXI, na era da Wikipédia e dos blogs a Arte tem deixado de ser uma alternativa para o conhecimento dos fatos para tornar-se algo que podemos chamar de ressonância magnética da alma. Foi-se o tempo em que precisávamos de guias para orientar nossas atitudes, hoje a tendência é conhecer-se a partir do outro e construir a história junto com o autor. O artista distancia-se do cronista que precisa passar uma mensagem e que moraliza as situações do cotidiano. Hoje, o que ele busca é despertar através das suas obras o autoconhecimento em quem as contempla, dando-nos um espelho que reflete o universo humano com seus mais profundos segredos. E é conhecendo estes segredos que seguiremos mais precisamente nossas diretrizes e valores.

FAGUNDES E A LEI ROUANET

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Ontem fui assistir a peça Tribos com Antônio Fagundes, seu filho Bruno e elenco. Não sou uma pessoa que frequenta muito o teatro, mas havia assistido outra peça com eles chamada Vermelho, que trata da vida do artista plástico Mark Rothko e gostei muito. Falei um pouco da peça no post anterior e neste vou me deter na questão de como ela foi produzida.

As duas vezes, Fagundes colocou o dinheiro do próprio bolso. Não teve patrocínio, não buscou incentivos no governo - nada. A continuidade do espetáculo dependia única e exclusivamente do apreço do público. Vermelho ficou em cartaz bastante tempo em São Paulo e excursionou para outras capitais, Tribos também tem lotado o Teatro da PUC e depois fará sua turnê.
Ao final da peça, assim como aconteceu com Vermelho, os artistas sentam no palco e conversam com a platéia. Respondem perguntas, acrescentam informações, recebem elogios e críticas. Tive a oportunidade de enaltecer a coragem de produzir uma obra sem depender de terceiros e de pergunta…

TRIBOS NO TEATRO DA PUC

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É a segunda peça que #AntonioFagundes faz com $ próprio sem depender de patrocínio ou Lei Rouanet. A primeira foi Vermelho que tratava da vida do artista #MarkRothko. Desta vez em #Tribos, trata da dificuldade de um deficiente auditivo em se adaptar ao mundo. Novamente no palco com seu filho, Bruno, o elenco dá um show de interpretação além de trazer para discussão dois temas extremamente atuais - o preconceito com minorias e a dúvida se não estamos todos surdos. 

RIO DE JANEIRO

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Foram poucos dias por aqui, deixo a cidade maravilhosa como sempre a deixo, com coração apertado, com a certeza que voltarei em breve e com o questionamento de porque não venho mais para cá.
Fazia um ano e meio que não vinha para cá e toda vez que chego me impressiono com a beleza desse lugar. O Rio deve ser de fato a cidade mais bonita do mundo. 

CASA DO JORGE AMADO

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Estou na casa de um amigo que comprou a casa do Jorge Amado com a condição de mantê-la intacta. Essa é a mesa que ele escrevia.