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Mostrando postagens de Agosto, 2010

O BILHETE PREMIADO - por ANTON TCHEKHOV

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Em tempos de Mega-Sena acumulada é interessante observar como Tchekhov consegue  penetrar a psique para mostrar até que ponto pode ir a avareza humana.
Ivan Dmítritch, homem remediado que vivia com a família na base de uns 1200 rublos por ano, muito satisfeito com seu destino, certa noite, depois do jantar, sentou-se no sofá e começou a ler o jornal. - Esqueci de dar uma olhada no jornal de hoje – disse sua mulher tirando a mesa. – Dê uma espiada para ver se saiu o resultado do sorteio. - Saiu – respondeu Ivan Dmítritch -, mas você não penhorou seu bilhete? - Não. Paguei os juros na terça. - Qual é o número? - A série é 9499, bilhete 26. - Então… Vejamos… 9499 e 26.

Ivan Dmítritch não acreditava na sorte da loteria e em outra ocasião jamais se daria ao trabalho de verificar a lista. Agora, porém, que não tinha nada para fazer e o jornal estava bem debaixo de seu

FLIP 2010

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Acabou a Festa Literária Internacional de Paraty. Sentiremos saudades das ruas tortas com suas pedras desajeitadas, dos carrinhos de doces, dos cafés nos intervalos das palestras, da muvuca dos autógrafos, das lindas casinhas coloniais, da Tenda dos Autores e acima de tudo da magia que a faz da FLIP o maior evento literário da América Latina.

Eu já participei de muitos eventos empresariais no estilo da FLIP e o que me deixa mais entusiasmado com a Festa Literária é que nesses outros eventos o palestrante sobe ao palco fala sobre a sua  experiência, conjuga, na maior parte do tempo, os verbos na 1a pessoa conclui e vai embora.

Me agrada muito ver os escritores dizendo "essa idéia eu peguei do Machado de Assis..." ou de outro qualquer. Também me felicito ao ver que sempre quando dois escritores sentam para falar, ambos já leram as obras um do outro, mesmo que haja um gap de fama entre eles. E o mais incrível é que independentemente de quem esteja palestrando terá na platéia os…

PRÊMIO AOS CONSUMIDORES DA CULTURA

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Li uma crônica de Nelson de Oliveira na qual ele sugere que hajam concursos literários também aos melhores leitores. A idéia é interessante, afinal, o que seria dos escritores se não houvessem os