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Mostrando postagens de Junho, 2012

Paraíso é como braço, tem uns que não tem

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Como estou há um bom tempo para escrever este texto, acho que vou utilizar aquele padrãozinho jornalístico (que sempre tento evitar), falar do autor, dizer que ele é o máximo, expor suas idéias e concluir com algo meu que acrescente alguma coisa a quem ler. Só que antes vou ter que abrir um parêntese, e se você não está com paciência de lê-lo, pule este parágrafo. Escrever é uma tarefa um tanto ingrata - dá um trabalho do cacete para depois quase ninguém ler. Pior, 99% dos que lêem não sabem diferenciar um bom texto de outro qualquer. Mas enfim, resolvi escrever porque estou triste, sim é um motivo bem egoista (aí está a sua segunda oportunidade de largar meu texto). Uma vez eu vi o Ferrera Gullar dizendo que o artista é um tremendo sacana, porque ele pega toda a sua tristeza e põe para fora em forma de Arte para ver se se livra daquilo logo, aí as pessoas apreciam seu trabalho e pegam o sentimento para si. E não há como negar - a tristeza é a mãe da criatividade artística.

Para você…

A ressaca de uma viagem

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Quando passamos um bom tempo (para uns isso pode ser alguns dias, para outros meses ou até anos) numa viagem o que pode fazer falta, não são apenas as paisagens, as pessoas que conhecemos, os sabores diferentes que experimentamos mas, dependendo do tipo de viagem, pode-se passar dias sem colocar um tênis, ou mesmo sem usar roupas íntimas. Pode parecer algo simples, mas fazer bastante diferença na readaptação à rotina.
Ainda temos dois dias no paraíso, no entanto, já estou pensando na minha volta. Espero que a ressaca não seja arruinadora.



O Dia D

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O mais conhecido ataque de guerra aconteceu num dia 6 de junho em uma praia francesa. Pois aqui, numa também praia francesa, o primeiro grande swell da temporada chegou dois dias antes, e o ataque foi igualmente digno de nota.
Barcos se empilham para ver de perto as enormes ondas quebrando sobre a afiada bancada de coral de Teahupoo. Há tensão no ar, qualquer erro pode ser catastrófico. A platéia, a poucos metros, comemora cada tubo completado.
A maior onda do dia começa a se formar no out side e lá de fora um menino de 13 anos, irmão do Manoa Drollet, um famoso surfista local, entra num tubo de 12 pés com muita velocidade. Ele ainda acelera dentro dele para completá-lo no meio do bafo que somente as maiores ondas soltam. A torcida explode.
De dentro do mar, todos olham para trás para ver se o pequeno Drollet completaria a onda, ninguém cuida para ver se alguma vem atrás e tal como no Dia D, o inesperado acontece, um componente do nosso time, Lucas De Nardi rema na onda que ninguém vê…

O dia de amanhã no #ParaisoDeGauguin

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De hoje espara-se um dia como todos os outros que passamos por aqui - sol, ondas de no máximo 1,5m e muita diversão, mas amanhã...
Desembarcamos no Tahiti e encontramos o Manga, um big rider gaúcho que não parava de dizer - minhas malas já estavam dentro do avião, fui conferir a previsão e vi que domingo vai entrar um swell (como chamam a ondulação que chega à praia) de 12 pés, desisti, mandei buscarem minhas malas. Vou ficar, será o mar do ano.
Imagine como ficou meu estômago ao pensar naquelas ondas enormes que só vemos em revistas, ali na minha frente, com a possibilidade de pegá-las, ou não...
Pois bem, esse dia se aproxima e ninguém sabe como será.
Perguntei à um havaiano dentro da água:
- So, and sunday? Sunday, bloody sunday?
- No man, sunday, glorious sunday.

O início de cada dia

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#NoParaisoDeGauguin os dias começam cedo, começam pela noite para falar a verdade. O horário oficial do grupo é as 5hs, mas antes disso alguns já estão fazendo sua prática de Yôga no quarto. E como sempre, o sol traz muitas expectativas - acertar os erros do surf de ontem, esperar as melhores ondas da vida e refazer o que se fez bem no dia anterior.
O dia não é tão longo para quem tem tanto a aproveitar, às 18h já está escuro e meia hora antes o capitão já pede para o time sair da água para ele não ter que navegar a noite.