SURGE O NOVO




Ontem pode ter passado em branco para 99% dos brasileiros que não se deram conta da importância do que aconteceu - um novo partido surgiu.
O povo clama pelo novo desde que a democracia se instalou por aqui. Mas não tem problema, somos pacientes e desde então nada de realmente diferente surgiu na política - mas o PT era novo na década de 80? - depende do ponto de vista. O PT apenas repetiu o mesmo discurso de sempre só que de outro modo - "o Governo fará tudo por você, me dê seu voto, eu garanto."

Cada vez mais, nos certificamos que um Estado grande demais é prejudicial ao indivíduo e ineficiente. Mais Estado significa por exemplo, todos os serviços que o cidadão paga (saúde, educação, previdência, segurança) e depois contrata de novo particularmente.
Nenhum partido até hoje no Brasil propôs menos serviços por parte do Estado e consequentemente menos impostos e mais liberdade. Logo, o Novo é novo mesmo.

Imagine se você pudesse escolher se sua previdência será pública ou privada e não precisar pagar as duas?


Acredito que um partido com ideias liberais pode fazer muita diferença desde o começo, mesmo não vencendo eleição. Poderá iniciar debates que nenhum partido hoje tem coragem de peitar.
Precisamos mesmo de uma Petrobrás e de um BNDES?
Será que estas empresas bilionárias não estão apenas favorecendo os escolhidos do partido que está no poder?
O debate político precisa amadurecer no Brasil, precisamos entender que existem linhas de políticas que nunca passaram perto daqui. Políticas em que a iniciativa privada tem mais espaço (-Estado) política onde a meritocracia é valorizada (menos politicagem, mais eficiência) enfim políticas em que o Governo participe menos da vida do indivíduo.

A pergunta que devemos fazer - o que garante que o Novo não se transformará nas mesmas amebas que temos lá dentro?

Para a corrupção diminuir, precisamos que os políticos tenham menos influência na sociedade - menos acesso ao dinheiro fácil. O Novo tem essa preocupação de proteger as instituições de pessoas que vão ganhando poder, fazendo carreira política e portanto, tendo cada vez mais proximidade das possibilidades de corrupção. O partido criou mecanismos internos que protegem-no contra este tipo de atitude. Veja as que estão no site do Novo


Limitação ao “carreirismo político”: é vetado ao filiado eleito para cargo no Poder Legislativo que se candidate a mais de uma reeleição consecutiva para o mesmo cargo;

Vinculação do candidato às suas propostas: definição prévia do Compromisso de Gestão e do Compromisso de Atuação Legislativa, prevendo metas a serem cumpridas;

Gestão independente: a gestão partidária não pode ser feita por candidato ou por ocupante de cargo eletivo;

Não há cobrança de percentual do salário do mandatário: a contribuição partidária mínima é igual para filiados e candidatos eleitos.
  

Eu acredito que com estas ferramentas estamos mais protegidos de cair mais uma vez na ladainha de que esse novo partido fará diferente. Eu acredito no NOVO. 

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