O amor que nos move


Que felicidade falar da mais nobre das emoções. A mais perfeita sensação. A maior inspiração das grandes obras da humanidade.
Nossa relação de busca frenética pelo amor inicia-se no ventre materno e continuará a nos acompanhar muito por tempo depois da nossa morte, quando muitos ainda chorarão de amor por nós.

O ser humano possui essa inquietação dentro de si, essa ansiedade intrínseca por saber que pode ter mais plenitude em sua existência do que a vida que tem no momento presente. Tem consciência que pode amar mais e ser mais amado. Sabe que possui dentro de si mais capacidades do que as que consegue manifestar no estado atual de desenvolvimento. Temos certeza que sempre podemos e que somos mais, agimos para nos aproximarmos mais dessa maneira mais completa de ser. Desistir desse aprimoramento é desistir da vida, a busca por um amor maior faz parte desse processo.

O amor realmente faz com que nos movemos, produz transformação e obriga a nos tornarmos melhor e a realizar mais. Às vezes esse afeto não existe, mas batalhamos com toda nossa força para que ele se concretize no futuro. O sábio não desperdiça os efeitos benéficos dessa nobre sensação.

Podemos ver as mais variadas obras de arte construídas como expressão do amor e sabemos que muito se fez e se faz no mundo para a conquista dele. Esse sentimento surge em nossas vidas como um detonador de ambições profundas e quando bem aproveitado produzirá grandes construções.

Em um nível bem desenvolvido chegamos ao amor ou incondicional, que o hinduismo chama de prêman. Essa manifestação da mais elevada emoção humana transcende até mesmo o julgamento. Prêman é um amor maior do que podemos conceber dentro de nós, um amor por tudo e por todos, um amor que esta acima de raça, cor, credo ou espécie. Um amor que por ser tão grande é invariavelmente compartilhado. Ele está sobre o que é certo ou errado.
Quando esse nível de sensação é alcançado temos uma expansão da nossa consciência. Passamos a amar acima de tudo, transcendendo a mais difícil barreira da nossa evolução, a capacidade de julgar. É ela que faz com que gostemos apenas daquilo que nos ensinaram que é bonito e simpatizemos apenas com aqueles que pensam como nós. O julgamento nos prende no mundo da ilusão fazendo com que o vejamos de maneira parcial e superficial. Quando vemos acima do que é certo e do que é errado conseguimos perceber o mundo sobre outro prisma e ver que lá do alto não há dualidade. São apenas pontos de vista. Podemos com isso ser mais felizes, por amarmos mais a tudo e a todos.

O melhor disso tudo é que podemos começar a treinar o acesso a esse estado de superlativa paixão com as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. Começando a amar mais a natureza que está à nossa volta, as pessoas com quem convivemos e esse maravilhoso presente que recebemos que é a nossa vida. O treinamento começa com as coisas mais simples e se amplifica até amarmos mais tudo a nosso redor.

Faça bom proveito dessa nobre sensação e ame muito, cada vez mais e sem medo, pois no final o que fica são as coisas boas...

Comentários

  1. Ah, o Amor incondicional, acima do Bem e do Mal, que renova, que inova, que nos faz pensar...
    O Amor que nasce com um simples olhar e que, por mais que tentemos fugir, insiste em ficar, estar, transformar...
    Eu gosto muito de uma frase de uma música do Milton que diz:
    "O Amor enfim, ficou senhor de mim e eu fiquei assim, calado sem latim, coisas da vida...

    Beijos,

    Rosângela

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  2. E a pergunta é: - Tens medo de amar, doce?

    Mag.:o)

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  3. Olá!
    Prazer em conhecê-lo, virtualmente é claro.
    Gostei de ler sobre você.
    Também sou extremamente observadora e ensino meus alunos de teatro a aprender a observar.
    Forte abraço virtual.
    Soraia.

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